domingo, 26 de junho de 2011

Olhe sempre através das aparências, pois nada é o que parece ser.
Se você sabe o que quer, tenha paciência e espere.
Muitos se aproximarão parecendo ser tudo o que você sempre pediu, mas apenas um será o autêntico.
Raramente é aquele que se apresenta envolto em luzes e fumaça.
O mais frequente é que ele seja o mais despretensioso, que não se utilize de palavras grandiosas nem faça grandes promessas, mas que esteja disposto a pegar na sua mão e a olhar nos seus olhos sem medo.





segunda-feira, 20 de junho de 2011

Meu nome é Mulher

Nas telas dos cinemas, na TV, em vernissages, lojas e ruas, nas fábricas e nas butiques de luxo, em qualquer lugar pode-se esgotar as reservas de emoção estética com a visão do divino na mulher.
E nem sempre apenas pelo simples visual do rosto ou do corpo, mas também pelos gestos, pela meiguice, faceirice ou por suas atitudes perante as dores e os embates da vida.
Há sol na mulher. E luar e magia.
EU represento a essência e a própria sublimação da natureza. Deus não me deu apenas a forma e o conteúdo, nem somente sensualidade, sexto sentido, sensibilidade e graça.
Deu-me igualmente um coração insuperável.
E um pouco da sua própria Luz.


domingo, 12 de junho de 2011

O Negócio é Amar

Tem gente que ama e vive brigando

E depois que briga acaba voltando.

Tem gente que canta porque está amando

Quem não tem amor, vive a vida esperando

Uns amam pra frente e esquecem

Mas são tão poucos que nem aparecem

Tem uns que são fracos e dão a beber

Outros fazem samba e adoram sofrer

Tem apaixonado que faz serenata

Tem amor de raça, amor vira-lata

Amor com champagne, amor com cachaça

Amor nos iates, nos bancos da praça

Tem homem que briga com a mulher amada

Tem mulher maluca que atura porrada

Tem gente que ama tanto que até enlouquece

Tem quem dá a vida por quem não merece

Amores à vista, amores à prazo

Amor ciumento que só cria caso

Tem gente que jura que não volta mais

Mas jura sabendo que não é capaz

Tem gente que escreve até poesia

E rima saudade com hipocrisia

Tem assunto à beça pra gente falar

Mas não interessa...


O negócio é amar.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Esquisito ou Genérico?

Eu sou! Eu pago o preço do afastamento, do lunático. Ou se é esquisito ou genérico. Eu prefiro ser esquisita nesse mundo onde o ritmo é da eterna mudança.

Hoje, a tecnologia, a facilidade e a rapidez nos dizem que não temos mais tempo para o nosso tempo. Não temos mais tempo para vivermos as paixões que nos estavam destinadas. Cinco minutos de conversa é o suficiente para garantir a qualidade dos encontros; instantâneos e confiscam a eventualidade. Tanto medo de perder tempo na vida, que há necessidade do prazer imediato. As relações são artificiais, as ações distraídas e o presente carente de recordação. Na atualidade a eterna mudança acaba influindo na memória que se torna supérflua fazendo idênticos os que não são iguais. 

 

sexta-feira, 3 de junho de 2011

"A Felicidade é como a pluma ... que o vento vai levando pelo ar."

A maioria das pessoas parece esquecer que viver é uma aventura que tem como único objetivo realizar o que há de melhor em cada um de nós. Por isso, o tempo deve ser aproveitado em cada uma de suas frações e toda experiência, mesmo que difícil, deve ser apreciada como uma lição que serve para nos aperfeiçoar. Esta aventura tem desafios naturais cuja superação nos dá a oportunidade de encontrarmos a felicidade.


O grande equívoco da maioria de nós é achar que a vida seria melhor se fosse como nos livros de fantasias infantis. Mas como a realidade é diferente, amarguramo-nos e restringimos nossa capacidade de perceber as coisas boas que vão acontecendo ao nosso redor. 


Alguém, um dia, disse que a felicdade é o conjunto de bons momentos que experimentamos no decorrer da vida. Eu acrescentaria também os maus momentos, pois no mínimo eles nos fazem perceber a grandeza dos bons. Desta forma, a felicidade torna-se um estado quase virtualmente perene, pois nada seria absolutamente negativo e serviria para uma compreensão mais ampla da existência. A dor e a alegria em relatividade constante.


Talvez esta percepção das coisas possa consolar-me em momentos agradáveis de meu dia-a-dia. Talvez, quando estiver triste, eu consiga resgatar uma pluma no ar e tornar real a felicidade mesmo que por um instante, e não me lamentar de que a própria vida seja um curto sopro.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O que é ... ontem

Ontem, por mera coincidência, revi uma pessoa que não encontrava há muito tempo. Nosso último contato aconteceu ainda nos bancos escolares, quando ela e eu tínhamos 16 anos. As lembranças daquela época foram surgindo aos poucos, meio fora de foco no princípio, mas não demorou para que trouxessem de volta algumas histórias que ficaram esquecidas em páginas do passado.


O que mais me chamou a atenção nesse encontro é que aquela pessoa conservava os mesmos traços, o mesmo sorriso despreocupado, o mesmo brilho no olhar. E, principalmente, a mesma atitude de desafio perante as dificuldades da vida - dificuldades que, naqueles tempos, davam a impressão de que seriam facilmente superáveis, quaisquer que viesse a ser. Então, parei um momento para refletir.


Ao contrário dela, eu havia mudado bastante. Tornei-me um pouco mais cética, bem mais cínica, muito mais desconfiada e, confesso, tive mais decepções do que imaginava que viria a ter. Aquela pessoa e eu, há tantos anos, tínhamos exatamente os mesmos sonhos. A maioria deles, hoje eu sei, era irrealizável por natureza. Lembro-me, por exemplo, que eu queria aprender a ler pensamentos. Queria voar por minha própria dinâmica, como se tivesse asas. E acreditava, com absoluta convicção, que seria capaz de fazer essas e muitas coisas impossíveis. Porque eu não apenas tinha o tempo a meu favor, mas tinha principalmente aquela saudável falta de medo, típica da juventude, que nos faz acreditar que o mundo em essência é simples e que os adultos vivem engajados em uma monumental campanha para torná-lo cada vez mais complicado.


Trabalhar, por exemplo. O que poderia ser mais fácil do que entrar em uma empresa, fazer novas amizades, ter grandes idéias, ser reconhecida e promovida, viajar pelo mundo inteiro e, ainda por cima, ganhar muito dinheiro? E o melhor de tudo era que, com o talento que eu acreditava ter, todas essas coisas aconteceriam em questão de dois ou três anos, no máximo. Hoje eu sei que não é bem assim, mas hoje é hoje. É por isso que é bom encontrar alguém que nos transporte de volta para o ontem, quando as palavras "sonhos" e "planos" eram sinônimos perfeitos. É em momentos assim que a gente para e faz um balanço da vida, para perceber que não perdemos oportunidades; o que perdemos foi boa parte da confiança que tínhamos em nós mesmos. E aquela pessoa estava ali, bem na minha frente, para comprovar isso.


Então, fechei o álbum de fotografias. A pessoa que eu havia encontrado após tanto tempo era eu mesma, num retrato quase esquecido. A foto me lembrou que, um dia, eu já fui alguém mais corajosa e bem mais confiante do que sou hoje. Aquela pessoa que fui enxergava o mundo como uma ampla avenida, em que as luzes de todos os faróis estavam sempre verdes. E a pessoa que eu me tornei passou a se concentrar mais nas ruas sem saída. Não deixa de ser irônico pensar que estudamos tanto e aprendemos tanta coisa apenas para, um belo dia, perceber que nossas dificuldades presentes não são o resultado do muito que conseguimos nos tornar, elas são a consequência do pouco que deixamos de ser.